domingo, 19 de fevereiro de 2012

O tempo da escrita nunca é o mesmo do mundo lá fora.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Convidada oficialmente para não deixar a peteca cair.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Voltar ao Rio agora tem uma conotação diferente. Não se trata mais de um tempo de adaptação, de inserção num espaço novo. Trata-se de um tempo de maturação, de arredondamento de arestas.

Busco forças para diminuir uma tonelada de anseios que trago nas costas sem querer ser atropelada pelo tempo (o sempre ditador). Como numa estratégia bélica, tento reunir o necessário para atingir o alvo. Temo, por vários lados, porém. Pela ânsia, pela avalanche de informações, pela intolerância.

É... cada dia é um a menos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Disse o filho para a mãe:
- Mãe, tô com fastio.
Responde ela:
- Mas você precisa comer alguma coisa, menino!
Ele:
- Não quero, mãe.
Ela:
- E vai ficar sem comer nada? Você não se sustenta em pé desse jeito.
Ele:
- Tô sem um pingo de vontade...

Mal sabia a mãe que o filho não sentia outra fome, além da corpórea. Fome de vencer.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Minha dívida com o mundo já é muito grande. A corrida é só por não aumentá-la ainda mais.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Há um dado de racionalidade na vida contra o qual pouco podemos fazer. É aquele que faz você levantar quando tudo o que você queria era permanecer deitado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O grande problema é que sou apaixonada pelos modos de sermos urbanos. Aqui e nas cucuias. Como diria J. Robinson, o modo como somos "ordinários" carregam peculiaridades que não estão dentro de parâmetros globais, simplesmente.
É assim que vemos cidades grandes com modos tão provincianos de agir e, por outro lado, cidades pequenas com suas ilusões da grande cidade.
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Meu interesse acadêmico quer ir no quebradiço e obtuso das grandes para, quem sabe, revelar-lhes mais um "ordinário".