Trabalhos de fim de semestre: várias noites em claro.
Presentes de fim de ano: algumas duas centenas de reais.
Ver afago da vizinha no seu gatinho: não tem preço.
sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
"Eu tenho a sensação de que tudo o que eu falo é desinteressante". Essa é uma das frases que, na academia, na atual conjuntura, faz muito sentido pra mim. Não vou expor a autoria, mas essas palavras sairiam também da minha boca por pensar da mesma maneira.
Ponderemos esse "tudo": ele se trata daquilo que produzimos enquanto conhecimento (enquanto "pesquisa" de utilidade pública) e que parece ser tão frágil - pra não dizer "óbvio" - a ponto de não estabelecer qualquer relação de empatia com os ouvintes/leitores/interessados.
"Desinteressante": esse adjetivo qualifica muito bem a nossa "cara de paspalho" ou "sorrisos amarelos" nos congressos ou exposições públicas das nossas produções. Será que aquela meia dúzia de ouvintes se interessa por isso? E aquela mulher lá atrás que me olha fransindo a testa? E a outra que me encara mascando chiclete e balança inquietantemente as pernas? Boring, so boring your speech.
Em pontuais situações, para nossa surpresa, conseguimos acalorar discussões bastante "interessantes" sobre nossa fala. Em outras, passamos despercebidos. Curioso é que, mesmo na possibilidade de vivenciar entusiasticamente nossas falas, a disposição pré-discurso é, na maior parte das vezes, bem pessimista. Isso é o que acontece comigo e com a autora da frase. Tenho fé, porém, que essa história mude.
Ponderemos esse "tudo": ele se trata daquilo que produzimos enquanto conhecimento (enquanto "pesquisa" de utilidade pública) e que parece ser tão frágil - pra não dizer "óbvio" - a ponto de não estabelecer qualquer relação de empatia com os ouvintes/leitores/interessados.
"Desinteressante": esse adjetivo qualifica muito bem a nossa "cara de paspalho" ou "sorrisos amarelos" nos congressos ou exposições públicas das nossas produções. Será que aquela meia dúzia de ouvintes se interessa por isso? E aquela mulher lá atrás que me olha fransindo a testa? E a outra que me encara mascando chiclete e balança inquietantemente as pernas? Boring, so boring your speech.
Em pontuais situações, para nossa surpresa, conseguimos acalorar discussões bastante "interessantes" sobre nossa fala. Em outras, passamos despercebidos. Curioso é que, mesmo na possibilidade de vivenciar entusiasticamente nossas falas, a disposição pré-discurso é, na maior parte das vezes, bem pessimista. Isso é o que acontece comigo e com a autora da frase. Tenho fé, porém, que essa história mude.
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Vocês conhecem a história da Francis?
Francis era uma garota que fazia o que tinha que ser feito. Por muitas vezes, ela era incompreendida porque, quando um turbilhão de coisas acontecia, ela mantinha o equilíbrio e dizia: preciso continuar a fazer o que tem que ser feito.
Ela semeava, com certeza, um sentimento de racionalidade extrema. Mas, ao mesmo tempo, uma calma assustadora que poderia até ser confundida com indiferença. Francis era equilibrada, não perdia o fio da meada. Quando todos já não tinham como ou motivo para seguir adiante, ela se sentia na tarefa de continuar de onde se tinha parado e fazer o que tinha que ser feito.
No fundo, Francis era a personificação da obstinação e do desejo de dever cumprido. Por isso, unicamente por fazer o que tem que ser feito, Francis é o que temos e o que nos resta fazer.
homenagem a meu amigo Marcelo.
Francis era uma garota que fazia o que tinha que ser feito. Por muitas vezes, ela era incompreendida porque, quando um turbilhão de coisas acontecia, ela mantinha o equilíbrio e dizia: preciso continuar a fazer o que tem que ser feito.
Ela semeava, com certeza, um sentimento de racionalidade extrema. Mas, ao mesmo tempo, uma calma assustadora que poderia até ser confundida com indiferença. Francis era equilibrada, não perdia o fio da meada. Quando todos já não tinham como ou motivo para seguir adiante, ela se sentia na tarefa de continuar de onde se tinha parado e fazer o que tinha que ser feito.
No fundo, Francis era a personificação da obstinação e do desejo de dever cumprido. Por isso, unicamente por fazer o que tem que ser feito, Francis é o que temos e o que nos resta fazer.
homenagem a meu amigo Marcelo.
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