segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sou facinha de ser encantada... e desencantada.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A chuva me faz mudar os planos.

domingo, 22 de abril de 2012

Jovialidade e aparatos tecnológicos

Tenho uma professora de mais de 60 anos, de conhecimento admirável e energia invejável. Outro dia, ela nos indagou sobre Ipads pois estava pensando em comprar um. E um aluno que tem o aparelho foi explicar a ela quais os modelos, como funcionavam, as vantagens, desvantagens etc.

O fato é que a professora não tem "necessidade" alguma de um Ipad. Por que falo isso? Porque ela mal sabe operar com destreza e paciência um computador e os recursos da Internet. Diria que sabe mais, inclusive, do que várias pessoas que conheço da sua mesma geração, contudo explora o básico das possibilidades do mundo online.

Questionada por outro aluno: a senhora precisa de um aparelho desses? Ela responde: "ah, eu não quero ser uma velha chata, sabe? Que ficou pra trás. Não, não quero mesmo. Vejo meus coleguinhas lá na PUC usando esses aparelhos e me sinto fora.. não gosto disso não". Ou seja, a corrida da professora (já doutora, mas que cursa graduação em Teologia na PUC- possivelmente como hobby, deleite e em busca de dinamismo intelectual) era contra a rechaça dos jovens e seus hábitos tecnológicos. Ficar para trás é, para ela, uma aflição sem igual. Cartão de passagem para acessar os jovens: um Ipad, Iphone etc.

Ouvia ela falar e ficava boquiaberta. Não sendo mais uma jovem, mas também ainda nos quase 30, questionava-me sobre as inseguranças que os "updates" tecnológicos nos colocam. Insegurança quanto ao domínio, ao pertencimento, ao tribalismo, ao acesso, à comunicação, à jovialidade. Sim, porque hoje não ter Ipad, Iphone, conexão all the time etc. significa ser tachado de uma pessoa da "idade da pedra", resistente, por fora, desconectada.

Bauman, o homem dos líquidos, disse que passamos por isso em relação às amizades: nas redes, é muito mais fácil e menos sofrido conectar/desconectar um amigo. Já quem está fora dela, sofre o pão que o diabo amassou. É por isso que sofremos para nos ver: eu, meu amigo que não tem celular e minha amiga que não tem Facebook. Desconectados e tachados de "românticos" ou à moda antiga (escrever um email hoje é  comparado a escrever uma carta em tempos atrás).

É, professora, como a senhora, tem mais gente por fora das instantaneidades dos aparelhos. Talvez só não estejam tão preocupados com a jovialidade perdida diante disso. Não se trata de andar na contramão burramente, mas apenas de qualificar as necessidades. E burra eu sei que a senhora não é.

terça-feira, 27 de março de 2012

Quando o lado de dentro tá desarrumado, o lado de fora acompanha desarrumando.
Desarrumar. Des-rumar. Sem rumar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Hoje, na faculdade, tive uma sensação tão boa... Me senti imersa nela, por meio do acolhimento das pessoas ali, num sentimento mútuo de querer bem. A diferença de hoje para uns 2 anos atrás é imensa. Àquela época, eu era uma tacanha garota vinda do nordeste, observando de fora tudo que acontecia ao meu redor, me apequenando ante gigantismos, desconhecimentos, figurões da área etc.

Pisei, hoje, num terreno mais conhecido, mais sólido, onde pude respirar o cheiro bom do calor humano, sem tanta pequenice (ainda que uma timidez me afete sempre). Terreno regado, cultivado, percorrido, no qual hoje me reconheço, passados 2 anos, junto a todos como mais uma folha da árvore.
Andar por uma rua nova é um prazer imenso. É como descobrir mais uma peça de um grande quebra-cabeça que ansiamos completar.

Andar no meio de gente, de ruídos, de cheiros, de construções, de velocidades distintas... Preciso ver pessoas em ampla diversidade e pensar que me confundo com elas. Elas me jorram sangue de mundo.

Quando motores soam e as vozes se amontoam, numa confusão tão diversa, caótica e vibrante, deixo que eles me atravessem deixando a marca da sua efemeridade. Passar, percorrer, transitar, deslocar-se... e levar consigo um pouquinho do ar de vidas outras, além da minha mesma.

É assim que o mundo me sopra.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O tempo da escrita nunca é o mesmo do mundo lá fora.