A ti, que me fazes falta
Não venhas, agora, exigir-te uma face madura, bem encorpada. Tua textura áspera e sedutora se rendeu à crueldade da lâmina. Não há mais nada que possas fazer, a não ser pedir que o tempo seja benevolente com tuas raízes e que te faça crescer rapidamente, de espinhos a pêlos robustos.
Espero que, em tua nova versão, querida barba, tu não percas teu lado sedutor, de falas recônditas. Renasças para ficar.
p.s.: nada como rememorar textos antigos. Escrito em 2007.
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