Mães são (quase) todas iguais
Quando vejo uma mãe parecida com a minha, é como se ela tivesse do meu lado: com as mesmas preocupações, com as mesmas atitudes, com o vocabulário muito parecido, um amor e proteção incontestáveis pela prole. É tão prazeroso para elas ver os filhos bem que não se mede esforços em ajudá-los, afagá-los, agradá-los (até quando alguns filhos nem merecem). O sentimento materno é tão nobre que pode expandir sua atuação até mesmo com quem nem saiu do seu ventre.
Penso na minha mãe como o modelo de mãe. Tanto, que quando vejo mães que não parecem com a minha estranho um bocado... É como se agredissem e derrubassem toda a redoma de significados que minha mãe construiu para mim. Valores, cuidados, lições de moral, histórias... Tudo o que muitas vezes pode parecer excesso é, para os que não tem uma mãe com M maiúsculo, motivo de carência, decepção. Existem Mães e mães: as mães como a Minha e as mães que não fazem questão de exercer a maternidade, que não se resume ao ato de dar à luz, mas ao afeto, sentimento que independe de uma gestação no ventre.
Já tive uma tia que era como mãe para mim e ela nunca teve filhos. Veja só onde chega o sentimento maternal? Ser materno é ter o coração grande, querer ajudar, pensar no filho como alguém merecedor da sua atenção, do seu amor. "Mãe é bicho besta", minha mãe sempre fala. Acredito tanto nessa frase a ponto de estranhar todas as mães que não comportam nela. Posso afirmar que muitas mães passam longe da minha quando o assunto é sentimento materno, porém, não posso negar que, como a Minha, existem várias, com a mesma corujisse e bravura quando o assunto é seus filhos. Vejo minha mãe nessas mães e o sentimento é tão bom que o Ceará fica mais perto de mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário