terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bença, pai. Bença, mãe.

Há idiossincrasias embutidas nas "bênçãos" que peço. Pedir a "bença" é como um beijo na testa que recebo, beijo de proteção. Recebi isso durante toda a minha vida, ainda que pedir, às vezes, fosse uma obrigação que fazia à contragosto.

Mas pensando no sentido que carrego disso, tenho boas lembranças. Quando minha vó e minha tia chegavam lá em casa, não existia "oi". Era: "bença, vó? Bença, tia?". E as vozes lindas delas dizendo "Deus te abençoe, minha fia" até hoje ecoam dentro de mim com um bem-querer tão grande...

Hoje falo com minha mãe ou com meu pai no celular e sinto essa proteção boa do beijo na testa. Só há bem na "bença" que recebo. "Bença" isenta de coisas ruins. Meu sobrinho beija a mão da minha mãe e do meu pai quando pede a "bença" a eles. Ele pode não ver nenhum sentido nisso, mas, quando presencio, consigo ver nos avós todo o carinho sendo ali colocado. É disso que falo, de um sentimento ali entregue num simples ato.

Para além do religioso, a "bença" é bênção. Bem estou quando ela recebo, quando dela me ergo.

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