terça-feira, 3 de maio de 2011

Amizade acontece. Não adianta forçar. Curiosamente, quando olho meu perfil de amigos, todos eles exercem papéis diferentes para mim, ou, em outras palavras, trazem à tona diferentes Elanes só existentes em suas presenças. Em todos, admiro alguma coisa: um jeito, um sorriso, uma habilidade, uma brincadeira, um abraço, dentre outras. Nenhum deles é completamente extrovertidos. De algum modo, há alguma reserva em cada um com a qual me identifico também.

Sair de casa foi decisivo para aprender a me virar melhor e, com isso, falar mais também. Falar, entretanto, não é uma necessidade perene. Só solto o verbo com alguém quando realmente me sinto bem para isso. Poderia medir esse grau de envolvimento em uma amizade pela quantidade/qualidade daquilo que falo. Uma vez reparei nisso. Falo mais e levo conversas de horas com quem me sinto melhor, segura e mais acolhida. Da mesma forma, um sinal de que o outro me conforta é quando ele não se incomoda com o meu silêncio e também eu com o dele.

Ainda bem, que para além de todo ego presente na academia e toda a novidade do contexto carioca, consigo ter amigos. Aqueles que podem falar e silenciar, também me fazendo silenciar e falar. Não adianta forçar. Amizade acontece.

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