sábado, 28 de maio de 2011

Vomitara uma cor rubra, vinho, açaí....
Não reconhecera o que saía de sua boca
Por alguns intantes, pensara: o que está podre por dentro?

Não previra qualquer ânsia, náusea, enjoo
Tomara o ônibus em baixo de chuva de volta para casa
Bebera regada a taças, queijos e conversas

O amarelo do bar se transformara
Não mais a retidão das mesas e balcões
Mas o olhar turvo e desconexo do lugar

Às 5h e poucas, pelas ruas de Copacabana
Náusea e alívio mesclados
O ônibus levara o vinho e seu fétido rubor

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